segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dia dos Namorados

Estamos entrando na semana do dia dos namorados e nesta data tão pouco importante para uns e significante para outros eu quero estar completamente sozinho...

...Ou melhor. Quero me acompanhar da(s) mais completa(s) desconhecida(s), fazer de tudo para conseguir abusar o máximo possível do sexo oposto e ir para casa contente e sem um telefone anotado na agenda que me faça lembrar qual era o nome delas.

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Não sou um grande fã de minas de balada não. Sabe? Aquela coisa de ficar colando nas minas até encontrar uma (ou duas, ou oito) que se convença de que você é bom o bastante para beijar por cinco minutos ou duas horas e ir embora sem nem trocar telefone (ou só trocar por conveniência).

Para começar, normalmente eu ligo quando digo que vou (só não insisto muito quando o interesse acaba no dia seguinte). Também não saio xavecando a galera. Normalmente fico playing cool e escolho uma mais bonitinha para ficar pagando pau. Daí chego em umas duas ou três que não foram as minhas escolhidas, mas que por não me interessarem tanto são de mais fácil acesso.

Na reta final da noite vou falar com a que me interessava, mandando o papo mais sem graça da história, já que minha troca de olhares por quatro horas ininterruptas já deixou a situação um tanto quanto awkward o bastante para impedir as coisas de fluírem naturalmente.

Não parto para o desespero e as vezes aceito o tropeço em casa diante do Ipatinga. No entanto é relativamente comum uma conversa completamente despretensiosa por já não ter nada a perder se tornar algo interessante e, aos 41, como o Cleiton Xavier, ou aos 47 do segundo tempo, como Andrés Iniesta, acertar um petardo de fora da área fazendo do fim de noite mais agradável.

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Não. Também não é uma coisa de revolta e eu nem tenho uma ligação muito forte com o Dia dos Namorados (afinal é uma data capitalista só criada para movimentar o mercado - Aqueles cara). Mas esse tipo de data pode ser significativo para a pessoa, quer ela esteja namorando ou não.

Certa vez, quando era jovem, era Dia dos Namorados, no meio de semana, e estava solteiro e sozinho em minha casa. Interfonei para uma menina que morava no meu prédio e a chamei para descer. Depois de algumas horas de conversa, me precipitei e tentei beijá-la. Sem grande surpresa da minha parte (mas com uma grande decepção), ela virou o rosto e falou que não tinha da a ver.

Não é nenhum fato que tenha traumatizado minha vida, já que não tinha qualquer espécie de sentimento por esta garota (apesar que depois disso sempre espero o momento certo para avançar com a garota), mas é o único Dia dos Namorados que eu lembro do que se passou com clareza.

Depois desse, que eu nem lembro exatamente com que idade foi (devia ser uns 15, 16), nenhum realmente marcou minha vida. Namorei depois disso. Sempre dei uma de namorado dedicado, me desdobrando na criatividade para bolar o presente ou surpresa que fizesse minha condição de companheiro ideal ser evidenciada (se bem que também não consigo me recordar exatamente em que ocasião cada surpresa foi. Se era aniversário, aniversário de namoro, Natal, Páscoa, Dia dos Namorados, ou qualquer outra ocasião em que se tem o trabalho de agradar a pessoa que gosta).

Este ano já tive algo que se compare a esse dia estando solteiro. Foi no Saint Valentine's Day, 14 de fevereiro (ou véspera dele ), e por circunstancias do acaso estava sozinho (garotas nem amigos) em uma balada que a pista de dança girava na capital suíça. Numa festa temática para os casais apaixonados, acabei conhecendo uma nativa loirinha linda e dona de uma simpatia impar que me fez companhia a noite toda, me levou para outra festa, me apresentou seus amigos tão nativos quanto ela, mas que, assim como a menina da minha juventude, me deixou na mão (não literalmente).

Ano passado também experienciei um Dia dos Namorados sozinho. Mas as condições também me eram peculiares. Vivendo em um lugar onde o 12 de junho era uma mera quinta-feira sem atrativos, ele me passou em branco (ou pelo menos minha memória não se lembra do que me aconteceu no dia) tirando por um e-mail mal criado na véspera para uma das merecedoras das surpresas mencionadas e certos hard feelings.

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Com isso, desta vez, no mundo real e barely released dos hard feelings ou da má fase que não convém ser compartilhada mas foi deixada de lado no final de semana, estou pronto para me aproveitar do dia (e da semana) em que as garotas estão mais carentes e me acompanhar da(s) mais completa(s) desconhecida(s), fazer de tudo para conseguir abusar o máximo possível do sexo oposto e ir para casa contente e sem um telefone anotado na agenda que me faça lembrar qual era o nome delas.

(e também porque é feriado e não vou viajar e pretendo me divertir por aqui)

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Se bem que, se bobear, o MSN de uma garota interessante não me cairia tão mal.

3 comentários:

Anônimo disse...

boa sorte

Gi disse...

ñ sei o que é awkward e fiquei irritada com essa palavra no meio do seu texto

Natasha disse...

é... vejo q vc não mudou mto de uns 6 anos pra cá...

espero realmente q seu feriado valha alguma coisa

tchau garanhão!